Barcelos acolhe abertura das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026

O concelho de Barcelos vai ser o palco da abertura das Jornadas Europeias de Arqueologia (JAE) 2026, no próximo dia 12 de junho. A sessão oficial, de âmbito internacional e realizada em simultâneo em 30 países, acontece no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a partir das 14h30m.
O evento conta com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, e do Presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, da entidade responsável pela coordenação desta iniciativa em território nacional. Criadas originalmente por iniciativa de França, as JAE procuram aproximar a arqueologia dos cidadãos comuns sob diferentes perspetivas, valorizando a disciplina enquanto profissão e ciência, ao mesmo tempo que dão visibilidade ao património arqueológico e promovem o envolvimento público na sua preservação.

 

A edição deste ano decorre entre os dias 12 e 15 de junho e inicia-se em Barcelos com uma mesa-redonda dedicada ao tema “Perspetivas da investigação e valorização em castros”. O debate vai ser moderado por Ana Catarina Sousa, Vice-Presidente do Património Cultural, I.P., e vai reunir vários especialistas do setor. Entre os participantes confirmados estão Andreia Arezes, da Universidade do Porto e responsável pelo projeto de investigação arqueológica de Guifões, em Matosinhos, e Rui Morais, também da Universidade do Porto e responsável pelo estudo científico do registo arqueológico do Castro de Alvarelhos, na Trofa. A discussão conta ainda com os contributos de Cláudio Brochado e Sandra Rodrigues, arqueólogos do Município de Barcelos encarregues dos estudos sobre o Castelo de Faria e sobre o fenómeno castrejo da região.
A fechar a sessão de abertura, vai ser apresentado o 28.º volume da Revista Portuguesa de Arqueologia, uma publicação anual dedicada à divulgação de trabalhos científicos da especialidade. A apresentação desta obra fica a cargo de João Pedro da Cunha Ribeiro, investigador do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.