FIBRO promove conferência on line sobre fibromialgia
A Fibro-Associação de Fibromialgia promove esta terça-feira uma conferência on line sobre a fibromialgia. Uma doença incapacitante que serve de tema ao encontro marcado para as 21h30 através das plataformas digitais.
A sessão vai contar com a participação de Teresa Martins Rocha, médica reumatologista do Centro Hospitalar S. João; Rita Fernandes da Escola Superior Saúde Santa Maria –Porto; Jorge Mandim, da Fibro-Associação e da Fibromialgia em Portugal e Tiago Peixoto, Fisioterapeuta-V. N. Famalicão.
A conferência vai ser transmitida em direto nas páginas do Facebook da Fibro Associação de Fibromialgia, e Fibromialgia em Portugal. www.fibro.pt
A Fibromialgia, segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, caracteriza-se «por queixas dolorosas neuromusculares difusas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais».
Os seus sintomas variam de pessoa para pessoa, em termos de intensidade.
Estas manifestações podem variar em relação à hora e ao dia, com mais frequência de manhã, e agravam-se com: a atividade física, mudanças climatéricas, a falta de sono, e com o stress.
Outras alterações associadas a esta doença são: a fadiga, que normalmente se mantém ao longo do dia; ansiedade; perturbações na atenção, concentração e memória; e problemas gástricos e síndrome de cólon irritável.
O diagnóstico desta doença é difícil, resultando normalmente de um processo moroso por exclusão de outras enfermidades, baseando-se no histórico clínico e na observação médica, processo esse que coloca em evidência a dor difusa associada à fadiga, às perturbações do sono, às alterações emocionais, e às dores de cabeça.
A Fibromialgia não tem cura. Independentemente de quando é feito o diagnóstico de fibromialgia, com o passar dos anos, os sintomas na pessoa tendem a piorar, caso não haja condições para uma terapêutica adequada, adaptação, ou a ajuda de familiares e terceiros, nas diversas tarefas diárias
Como é vital, para o despiste e deteção da doença, um diagnóstico o mais cedo possível, este deverá ser realizado por profissionais de saúde familiarizados com a doença, para que possam diagnosticar, acompanhar e prestar informação, adequadas a cada pessoa, e aos seus familiares, iniciando assim todo o processo de adaptação a uma nova realidade.