Executivo Municipal aprova projeto para a Av. dos Combatentes com financiamento do NORTE 2030
A Câmara de Barcelos aprovou o projeto de execução da requalificação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A intervenção, orçada em 4,5 milhões de euros, tem um prazo de execução de 12 meses. O objetivo passa pela resolução dos problemas atuais de circulação automóvel e de degradação dos pavimentos, pela valorização das áreas pedonais e pela correção da atual insegurança no cruzamento do Largo dos Capuchinhos.
A Avenida dos Combatentes da Grande Guerra foi desenhada, no início do século XX, pelo arquiteto José Marques da Silva, revelando-se um eixo estruturante do desenho urbano da então vila de Barcelos.
O projeto agora aprovado, da autoria do arquiteto João Barreto de Faria, assume um tom conservador, orientado para a preservação do separador central com as suas tílias centenárias, a balaustrada sobre o Campo da Feira e a estrutura de boulevard que marca o desenho urbano da cidade.
Inserido no Quadro de Investimentos Prioritários (QIP) do Município, o projeto obteve já aprovação para cofinanciamento, que ascende a 3,8 milhões de euros, ao abrigo do Aviso NORTE 2030-2024-35, dedicado à Reabilitação e Regeneração Urbanas.
Para solucionar os problemas de circulação automóvel, o projeto propõe que esta aconteça sempre em sentido único ao longo da Avenida e suas imediações. Simultaneamente, prevê a redução da faixa de rodagem para 3,5 metros, duplicando para oito metros a largura do separador central de forma a permitir a instalação de bancos de jardim, a circulação de ciclistas e a passagem ou permanência de peões. Compreende, ainda, o ordenamento do estacionamento nas laterais e a criação de zonas específicas para cargas e descargas.
Também junto à Santa Casa da Misericórdia deverá nascer uma área pedonal, que passará a constituir a porta nobre do Campo da Feira a nascente. Esta ideia implica o prolongamento em cerca de 13 metros da balaustrada existente, um elemento arquitetónico em pedra que, de acordo com o desenho original de 1912, funciona como um limite visual que valoriza a transição entre o espaço da feira e a artéria, sendo um marco histórico da cidade.
Já no cruzamento da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra com a Avenida D. Nuno Álvares Pereira, o arquiteto optou por manter um entroncamento simples, considerando que, do ponto de vista técnico, esta solução garante uma fluidez equivalente à de uma rotunda.
Em jeito de homenagem histórica, o projeto prevê, também, a devolução do monumento aos Combatentes da Grande Guerra ao seu local original, na entrada principal da avenida, onde foi erguido em 1936.
Com a aprovação do projeto em reunião de Câmara, seguir-se-á o procedimento para a execução da obra.