PECT reforça papel na valorização das raças autóctones e da gastronomia portuguesa em encontro nacional de criadores
A PECT – Associação Património Enogastronómico, Cultura e Tradição reafirmou o seu papel na defesa da identidade alimentar e cultural portuguesa durante o primeiro encontro de criadores da Angra, subordinado ao tema «Conversas de Capoeira e Lutas de Galos».
O evento reuniu criadores, técnicos, académicos e especialistas, destacando a importância da cooperação entre entidades para assegurar a preservação e a valorização económica das raças autóctones de galinhas em Portugal.
A Presidente da Direção da PECT, Elsa Machado, sublinhou que a associação atua num dos pilares fundamentais da preservação destas raças: a valorização gastronómica da produção nacional. Segundo a responsável, a presença da PECT junto da Associação Angra permite demonstrar como a gastronomia acrescenta valor às raças autóctones portuguesas, diferenciando-as da produção intensiva e industrial através da qualidade da carne, da autenticidade dos sabores e da sua ligação ao território.
Por sua vez, Jorge Azevedo, professor e membro da Direção da PECT, sócio fundador da APEZ e secretário técnico da Angra, destacou o papel da associação na fase final da cadeia de valor, ou seja, na aproximação do produto ao consumidor. Nas suas palavras, «comer é um ato cultural», sendo a PECT um importante agente de divulgação das tradições gastronómicas, envolvendo cozinheiros e especialistas capazes de valorizar o receituário tradicional e os produtos de excelência. Salientou ainda que o movimento associativo é determinante para garantir aos criadores de raças em risco de extinção o acesso a apoios essenciais disponibilizados pela União Europeia e pelo Estado.
O encontro, realizado no passado fim de semana, em Amares, contou igualmente com a participação de outras personalidades de referência do setor. Pedro Manuel Dias Fonseca, Presidente da Direção da Angra e Médico Veterinário, destacou a relevância das raças autóctones enquanto expressão da história, da biodiversidade e do património nacional. Segundo o responsável, a associação congrega pessoas com objetivos comuns de melhoria da criação animal e de valorização do que é genuinamente português.
Também presente no evento, Pedro Santos Vaz, Presidente em exercício da APS – Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica, descreveu a colaboração entre a Angra, a APS e a PECT como uma parceria exemplar. Enquanto a APS se dedica à investigação e ao apoio técnico, a PECT assume um papel fundamental na valorização e promoção dos produtos junto do consumidor final, contribuindo para o encerramento do ciclo de valorização destas produções.
Na avaliação de Paulo Ramalho, Vice-Presidente da CCDR Norte – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, o trabalho desenvolvido pela PECT constitui um importante elo entre tradição e inovação. Segundo o responsável, iniciativas desta natureza promovem a valorização das raças autóctones, reforçam a ligação entre produtores e a comunidade académica e incentivam o surgimento de novos criadores.
A PECT encontra-se já a preparar novas ações de valorização do património gastronómico e agroalimentar português, entre as quais se destaca o projeto «Circuito de Sabores», a desenvolver em parceria com o Município de Vila Real, dando continuidade à sua missão de promover, preservar e divulgar a cultura alimentar portuguesa.
A PECT – Associação Património Enogastronómico, Cultura e Tradição é uma associação sem fins lucrativos dedicada à salvaguarda do património alimentar português, promovendo a ligação entre a produção sustentável, as raças autóctones, os produtores locais e a gastronomia de excelência.
(fotos: PECT)
