Figurado de Barcelos distinguido em cerimónia nacional do Património Cultural Imaterial

O Município de Barcelos recebeu, na passada sexta-feira, dia 16 de outubro, a placa relativa à inscrição do Figurado de Barcelos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, numa cerimónia realizada na Casa das Artes, no Porto, no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial.

A vereadora da Cultura, Dalva Rodrigues, representou o Município de Barcelos nesta cerimónia, que contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e do presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, reunindo representantes de várias entidades e manifestações culturais inscritas no Inventário Nacional.

A propósito deste reconhecimento, Dalva Rodrigues destacou a importância deste marco para a valorização do património cultural do concelho, considerando que “a inscrição do Figurado de Barcelos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial representa um reconhecimento do talento, da criatividade e da dedicação de gerações de artesãos que têm mantido viva uma das mais importantes expressões da nossa identidade cultural”.

Recorde-se que o Figurado de Barcelos foi oficialmente reconhecido através de despacho assinado a 10 de julho de 2026, na sequência da candidatura apresentada pelo Município de Barcelos, em outubro de 2024.

A inscrição no Inventário Nacional constitui um marco na valorização e salvaguarda de uma das mais emblemáticas expressões da olaria portuguesa, reconhecendo o seu valor histórico, artístico, social e identitário, bem como a importância da continuidade dos saberes e das práticas transmitidos entre gerações de artesãos.

Profundamente ligado à identidade e à tradição do concelho, o Figurado de Barcelos distingue-se pela criatividade, diversidade temática e singularidade das suas peças, constituindo uma expressão viva do património cultural barcelense.

Mais do que uma manifestação artística, o Figurado de Barcelos representa a memória, a criatividade e a identidade de um território, preservadas e transmitidas através das mãos dos seus artesãos.