Luana Cardoso tem doença rara e apela à solidariedade para conseguir fazer tratamento inovador
Luana Cardoso é barcelense, tem 26 anos e faz um apelo solidário nas redes sociais para garantir a continuidade do tratamento a uma doença rara incapacitante.
De acordo com a página “Go Fund Me” da família, são necessários 12.000 euros para um ano de tratamento. lê-se, ainda, que após uma década de sofrimento que a levou à imobilidade numa cama, Luana Cardoso, de 26 anos, enfrenta agora uma corrida contra o tempo. Um procedimento inovador de neuromodulação está a atenuar a dor neuropática que a paralisou, mas a falta de recursos financeiros ameaça interromper o tratamento.
Luana Cardoso partilhou um vídeo nas redes sociais para sensibilizar a comunidade para a sua causa:
O vídeo começou a ser partilhado no fim de semana e neste momento foram angariados cerca de 7 mil euros, daí o apelo para conseguir chegar aos 12 mil euros que garantam um ano de tratamento.
Segundo a descrição da plataforma de angariação de fundos, tudo começou com uma entorse durante um treino de judo, há cerca de 10 anos, que evoluiu para uma forma severa de algoneurodistrofia, também conhecida como Síndrome de Dor Regional Complexa. A doença provocou dores intensas e progressivas, levando Luana a perder mobilidade, primeiro com o uso de canadianas, depois em cadeira de rodas e, por fim, completamente confinada à cama.
Após anos de tratamentos sem sucesso, surgiu uma nova esperança em fevereiro deste ano, quando, na Universidade do Minho, Luana iniciou um tratamento inovador de neuromodulação central e periférica, orientado pelo médico Sidney Strey e acompanhado pela médica Catarina Marques.
Segundo a família, os resultados foram imediatos e inéditos, e pela primeira vez em anos, a jovem consegue sentar-se durante algumas horas por dia, num progresso significativo que devolve alguma qualidade de vida.
O tratamento tem um custo superior a mil euros por mês, o que se torna insustentável quando só o pai trabalha, pois Luana está aos cuidados da mãe.
O tratamento está a “reeducar” o seu sistema nervoso, mas a sua interrupção agora significaria um retrocesso catastrófico para o estado de imobilidade e dores exacerbadas. Daí o apelo ao donativo através da página Clica no link https://gofund.me/6e56e5e3c ou IBAN PT50003501350009955320046
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A Algoneurodistrofia, também conhecida como Síndrome de Dor Regional Complexa (SDRC), é uma condição neurológica crónica e debilitante que ocorre frequentemente após uma lesão ou trauma. Carateriza-se por um “curto-circuito” no sistema nervoso, que passa a enviar sinais de dor persistente e desproporcional ao cérebro, acompanhados por alterações na circulação, temperatura e sensibilidade da zona afetada. No caso da Luana, a doença evoluiu para um estado de hipersensibilidade extrema onde o mais leve toque é interpretado pelo corpo como uma dor insuportável, resultando na paralisia progressiva que a manteve refém da própria cama durante uma década.

(foto: Luana Cardoso/DR)